Câncer da Pele

Data: 03.12.2020

Dr Caio Lamunier

Dermatologista da SBD

Médico assistente no ICESP/FMUSP

 

“Câncer da pele é coisa séria” diz o slogan da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que visa conscientizar a população do real problema.

Uma doença comum, estigmatizante e potencialmente fatal, sem mesmo citar o seu nome já percebemos que é assunto sério.

O câncer de pele é mais comum do que câncer de mama, próstata, intestino e pulmão. Ele representa quase 30% dos cânceres no mundo. Dados nacionais estimam em 27% dos canceres (Inca).

São aproximadamente 180 mil novas pessoas doentes a cada ano.

Além de todo o peso da palavra câncer, ainda mais o de pele que é difícil de esconder. Ele é mais comum nas áreas expostas ao sol, como nariz, orelhas, próximo aos olhos, fronte e antebraços, mas pode acometer qualquer região da pele.

Apesar de mais raro, em locais escondidos a  doença pode enganar como o câncer sob as unhas que pode parecer micose, câncer na pele do genital e que pode parecer infecção sexualmente transmissível e o câncer no couro cabeludo que pode passar despercebido por muito tempo.

A gravidade da doença varia com o tipo de câncer e o estágio da doença. Carcinomas basocelulares (Foto) são normalmente de agressividade local e muito raramente levam a óbito. Carcinomas espinocelulares( Foto) apresentam graus variados de agressividade e podem evoluir muito rapidamente.

O melanoma ( foto) é um dos mais temidos pois é responsável por 75% das mortes por câncer de pele.

O risco de câncer de pele é mais comum em quem tem histórico pessoal ou familiar da doença, mas também em casos de exposição solar desprotegida, em pessoas de peles e olhos claros, e outros fatores como determinadas doenças, como o Xeroderma pigmentoso e medicações associadas.

A exposição solar é de maior risco quando é prolongada e repetida, principalmente na infância e adolescência. O dano solar nessa faixa etária eleva em 25% o risco de melanoma na fase adulta.

Peles com menor potencial de produção de melanina (pigmento que dá cor à pele) acabam sofrendo maiores danos, mas pessoas pardas e negras também podem ter câncer da pele e, quando isso acontece, costuma ser uma doença ainda mais agressiva.

A recomendação médica não é evitar sol a qualquer custo, sabemos dos diversos benefícios da exposição solar para a saúde, entretanto a população brasileira é naturalmente uma população muito exposta à radiação ultravioleta do sol e, tem como hábito cultural buscar uma melhor pigmentação da pele. É justamente isso que devemos evitar,uma exposição solar intermitente, prolongada e intensa com consequente queimadura solar.

Por isso, evite os horários de maior pico de incidência dos raios ultra violeta A e B (10h às 16h) .Proteja-se sempre e evite exposições solares prolongadas como na praia, piscina, parques e caminhadas.

E lembre-se: “câncer de pele” é coisa séria.

 

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